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Com taxa anual de 10,63% – imóveis residenciais mantiveram alta em abril

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De acordo com o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), desenvolvido pela ABECIP e pelo IBRE-FGV, houve um aumento de 0,86% nos preços, representando um ritmo mais suave comparado aos 1,07% de março. Contudo, a valorização acumulada em 12 meses se mantém robusta, alcançando 10,63%, ainda bastante acima da inflação geral.

A atual dinâmica do mercado reflete um ajuste natural entre oferta e demanda, impulsionado por condições macroeconômicas mais restritivas, como a manutenção da taxa Selic elevada e maior seletividade no crédito imobiliário. Essa moderação nos preços sinaliza um caminho saudável para o mercado, favorecendo uma estabilização futura sem perder a atratividade para investidores.

O cenário nacional revela contrastes regionais que merecem atenção especial:

  • Nordeste em Alta: Salvador apresentou uma valorização expressiva de 3,17% em abril, acumulando 21,67% em 12 meses. Fortaleza e Recife também mostram recuperação significativa, refletindo oportunidades claras para investidores interessados em regiões com forte crescimento.
  • Sudeste em Ajuste: São Paulo e Belo Horizonte registraram moderações suaves nos preços, enquanto o Rio de Janeiro enfrentou um cenário mais desafiador. No entanto, essa dinâmica abre espaço para negociações estratégicas e investimentos seletivos em áreas de grande potencial e demanda consistente.
  • Sul com Variáveis Locais: Curitiba demonstrou uma recuperação notável, com alta de 0,87%, enquanto Porto Alegre permaneceu estável. Essas variações locais são indicativas da importância da análise microeconômica detalhada na identificação de boas oportunidades imobiliárias.

A correlação entre o IGMI-R e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) permanece forte, com o recente aumento do INCC para 7,52%. Isso indica possíveis novos repasses para os preços finais das unidades habitacionais. 

Apesar das condições restritivas atuais, a expectativa de uma eventual redução da Selic pode reaquecer o mercado, especialmente para compradores de primeira moradia e investidores de longo prazo. O ajuste atual representa uma oportunidade estratégica de posicionamento, antecipando uma futura normalização econômica.

O mercado atravessa uma fase de moderação saudável, em busca de equilíbrio e sustentabilidade de longo prazo. O IGMI-R permanece um instrumento essencial para guiar decisões informadas, ajudando profissionais do setor imobiliário a identificarem e capitalizarem as melhores oportunidades regionais e locais disponíveis.

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